sábado, março 26

4-1

Portugal venceu o Canadá por 4 bolas a 1, num jogo de baixa intensidade, onde se esperava algo mais da Selecção Nacional, pois apesar dos confortáveis números da vitória não efectuou uma boa exibição.

Scolari, perante as limitações já conhecidas, escolheu o seguinte onze titular: Quim; Paulo Ferreira, Fernando Meira, Jorge Andrade e Nuno Valente; Manuel Fernandes, Maniche e Deco; Cristiano Ronaldo, Simão e Pauleta.
Por sua vez, o seleccionador canadiano colocou em campo Hirschfeld; Hutchinson, Reda, McKenna e Klukowsky; Imhof; Stalteri, Guzman e Brennan; Occean e De Rosario.

Portugal entrou bem no jogo, colocando-se em vantagem logo aos 7 minutos, com um bom remate de longe de Manuel Fernandes, que na sua estreia como titular na selecção fez uma excelente exibição. Embalados pelo golo inicial, os jogadores lusos depressa aumentaram a vantagem, num golo "à ponta de lança" de Pauleta, aos 11 minutos, aproveitando um bom cruzamento de Nuno Valente.

Mas após este golo o futebol da nossa Selecção baixou de nível, entrando em cena um excessivo individualismo, em grande parte dos extremos Cristiano Ronaldo e Simão que tiveram claramente uma noite desinspirada.
O Canadá não criava perigo, não fazia pressão, deixando muito espaço para a equipa das quinas jogar, oferecendo a espaço vários "brindes" que não foram aproveitados por Portugal.
O jogo arrastou-se lento até ao intervalo, com o futebol português a denotar muito poucos movimentos e deficiente circulação de bola.

Ao intervalo Scolari revolucionou a equipa, mudando o inicial 4-3-3 num 4-4-2, com a entrada de Miguel, Ricardo Costa, Hugo Viana, Postiga e Nuno Gomes, saíram Nuno Valente, Maniche e Simão, numa clara gestão da condição física dos jogadores, Cristiano Ronaldo e Pauleta.

Paulo Ferreira passou para a esquerda, Ricardo Costa ocupou o lugar no centro da defesa, permitindo o adiantamento de Fernando Meira para o lado de Manuel Fernades, no meio campo atacante estava agora Hugo Viana junto de Deco. Na frente Postiga e Nuno Gomes.

O atacante do FC Porto foi o primeiro a criar perigo, logo no primeiro minuto da segunda metade, isolando-se mas demorando muito tempo a tentar desembaraçar-se dos adversários e perdendo a hipótese do remate.

Portugal continuava muito preso de movimentos e a partir dos 60 minutos assistiu-se ao melhor momento do Canadá que espreitou o contra-ataque, criando algumas situações de bastante perigo, aos 63, 75, 76 e 78 minutos.
Entratanto, aos 70 minutos Scolari troca Meira por Boa Morte, dando profundidade a um ataque da Selecção que se encontrava lento e sem ideias.

Contra a corrente do jogo é Portugal que desenha a melhor jogada do encontro, quando Deco ultrapassa um adversário com um delicioso pormenor técnico, coloca a bola na velocidade de Boa Morte, que na ala esquerda tira um cruzamento com conta peso e medida para o cabeceamento vitorioso de Hélder Postiga, cornómetro indicava 10 minutos para o final do encontro.
4 minutos volvidos é o Canadá que chega ao golo, McKenna aproveita a passividade da defasa nacional para encostar para o fundo das redes de Quim.
Em cima do minuto 90 Nuno Gomes teve ainda tempo para fechar as contas do encontro.

Um teste que soube a pouco para a equipa das Quinas. Uma exibição descolorida, com pouca velocidade, sem circulação de bola e excessivo individualismo do meio campo para a frente.
Portugal podia e devia ter feito melhor. Será necessário que no jogo de quarta-feira a equipa demosntre mais concentração e garra para levar de vencida uma Eslováquia que com a vitória de hoje se colou à equipa nacional no comando do grupo 3 de apuramento para o Campeonado de Mundo de 2006.

Nota muito positiva para a exibição do jovem Manuel Fernades que demosntra uma maturidade acima da média, jogando com uma classe ique já não passa despercebida a ninguém. De ressalvar ainda os golos apontados pelos três pontas de lança lusos, um facto muito positivo, que aumentará a confiança dos jogadores para o ataque às redes eslovacas.
Nota negativa para a falta de ideias e velocidade nas movimentações da equipa nacional, bem como para algumas desconcentrações infantis na linha mais recuada.

Filipe Queirós @ 21:55