segunda-feira, outubro 3

Marítimo e FC Porto empatam em jogo intenso

FC Porto e Marítimo repartiram os pontos


Marítimo Marítimo 2 - 2 FC Porto FC Porto
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Grande jogo na Madeira, este que colocou em confronto um renovado Marítimo, com um novo treinador Bonamigo, e um FC Porto ainda a recompor-se das feridas provocadas pela derota caseira frente ao Artmedia.

Foi um Marítimo com nove brasileiros, um holandês e apenas um(!) português mas com uma atitude completamente diferente daquela tinha apresentado nas jornadas anteriores que dominou completamente a primeira parte. O FC Porto foi completamente dominado, como ainda não tinha acontecido esta época e teve muitas dificuldades em lidar com a atitude dos insulares.
Logo aos 8' Manduca inaugurou o marcador, com um cabeceamento colocado, respondendo a um livre de Mancuso. O FC Porto encontrava-se a perder pela primeira vez nesta edição da Liga e não conseguia assentar o seu jogo e criar perigo.
Por seu turno o Marítimo quase sempre por intermédio do irrequieto Manduca ia criando muitas dificuldades à defesa azul e branca. Os maritimistas chegaram mesmo a marcar de novo por Sergipano mas o lance foi anulado por foda-de-jogo do avançado brasileiro (um lance que levantou muitas dúvidas mas que me parece ter sido uma decisão correcta do auxiliar, visto ter ficado a impressão que o jogador brasileiro estava mais adiantado do que Vitor Baía).
O Marítimo criou ainda outras oportunidades, das quais se destaca um remate ao poste de Manduca e mais um lance polémico na área do FC Porto, no qual se reclamou grande penalidade.

Na segunda etapa a equipa da casa entrou bem e o FC Porto continuou desaparecido até aos 60'. Entretanto a lesão de Manduca foi um rude golpe para os insulares, que iam também perdendo gás, notando-se alguma quebra física da equipa. Adriaanse colocava cada vez mais capacidade ofensiva na equipa e aos 74' trocou Bruno Alves por Hugo Almeida ficando a jogar com apenas dois(!) defesas (Ricardo Costa e Bosingwa) e Paulo Assunção a fechar mais no meio-campo. Na jogada seginte os dragões chegaram ao empate com um grande golo de Lisandro Lopez. O Marítimo parecia algo perdido e dois minutos volvidos, num contra-ataque fulminate César Peixoto deu a volta ao marcador.

A equipa da casa tentava reagir mas já sem muita convicção. Pior ficou quando Sergipano foi expulso depois de uma entrada dura sobre Bosingwa (o brasileiro do Marítimo até esteve tempo demais em campo pois minutos antes, numa atitude inqualificável cuspiu em Ricardo Costa). Mas quando já ninguém esperava o Marítimo conseguiu chegar ao empate com um remate de muito longe de Marcinho, que teve muita liberdade para receber a bola e preparar o remate. Na sequência dos festejos Valnei acabou por ser expulso, ficando os da casa reduzidos a nove elementos.

Num forcing final o FC Porto ainda teve duas grandes oportunidades para garantir a vitória mas Jorginho e Hugo Almeida não conseguiram fazer o golo.


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Um dos encontro mais emotivos da Liga O resultado acaba por se ajustar a um domínio repartido do encontro. O Marítimo poderia ter decidido o encontro na primaira metade, onde poderia ter atingido uma vantagem de dois ou três golos. No entanto os insulares sentiram muito a perda de Manduca e na segunda metade não conseguiram suster a corrente ofensiva imposta pelo FC Porto.
Os dragões têm o mérito de ter virado um 1-0 para um 1-2, demosntrando força e uma eficácia poucas vezes vista no FC Porto esta época, marcando dois golos sem ter construído muitas oportunidades. No entanto, mais uma vez ficou patente a falta de concentração que tem traido os azuis, como referiu Vítor Baía a equipa continua a denotar falta de maturidade, e isso impediu que a equipa conseguisse segurar a vantagem a sete minutos do final do encontro.
No entanto, no final há que dizer que foi um jogo muito emotivo, com alternância no resultado, com grandes golos e bom futebol. Um dos melhores jogos da Liga até agora, que mostrou um Marítimo bem melhor e que a jogar assim depressa sairá do fundo da tabela. Quanto ao FC Porto acaba por não se saber se foi ou não um bom resultado. Se por um lado foi muito bom ter conseguido superar a desvantagem de 1-0, com alguma sorte em não ter sofrido mais golos na primeira parte, por outro lado fica algum amargo de boca ao deixar fugir a vitória já no final, jogando contra 10 homens.
Uma palavra final para a fraca arbitragem de Duarte Gomes. Pareceu sempre o mais nervoso em campo, não teve um critério uniforme. Terá prejudicado o Marítimo numa pretrensa grande penalidade na primeira parte, mas também errou no critério disciplinar, poupando alguns cartões a jogadores maritimistas. Uma arbitragem de muito pouca qualidade, claramente desenquadrada do grande jogo dos Barreiros.

Fotos: Reuters

Filipe Queirós @ 10:36