Liga Portuguesa >> Empate no Dragão

FC Porto 1 - 1 Sporting
>> Estádio do Dragão
>> Árbitro: Lucílio Baptista
>> Golos: Polga, pb, (66'); Deivid (48')
Um Estádio do Dragão muito bem composto (46111 espectadores) recebeu, numa noite chuvosa, mais um clássico do futebol português. FC Porto e Sporting repartiram os pontos, deixando caminho aberto à possível liderança isolada do Nacional. Os dragões desperdiçaram mais uma oportunidade para vencer um clássico, enquanto que o Sporting de Paulo Bento conseguiu um ponto importante na sua recuperação na tabela classificativa.Co Adriaanse voltou a surpreender, entregando a titularidade a McCarthy no ataque, colocando Ricardo Costa do lado direito da defesa, e voltando a confiar em Jorginho, que mais uma vez desiludiu. Ainda assim, a equipa da casa entrou melhor no encontro, mandando nas operações e sendo sempre mais perigosa. Os portistas foram criando várias oportunidades de golo, perante um Sporting muito expectante, jogando em contenção, mostrando que queria acima de tudo não perder o jogo. Baía foi quase sempre um espectador, pois a equipa leonina não se conseguia libertar no maio-campo (onde mandavam Lucho e Paulo Assunção), nem fazer chegar a bola a um muito desapoiado Deivid.
Ainda assim, o FC Porto, empurrado por mais uma grande exibição de Quaresma (cada vez um jogador mais adulto e mais completo), não conseguiu concretizar e as equipas recolheram ao balneário com o nulo no marcador.
A etapa complementar começou praticamente com o golo do Sporting. Pepe teve um erro enorme, entregando uma bola a Deivid e o brasileiro correu isolado para a baliza, marcando perante a saída de Baía que nada podia fazer. Balde de água gelada (a chuva ja tinha parado!) no Dragão, temia-se a repetição do que tinha acontecido no jogo com o Benfica. Os leões ficavam a jogar como queriam, tentando gerir a vantagem e apostar no contra-ataque.
No entanto, desta vez, houve uma reacção positiva dos portistas, que não se deixaram abater com o golo adversário e continuaram à procura do golo. Poucos minutos depois do golo Lisandro marcou mas o árbitro assinalou uma falta do argentino na área adversária.
Aos 61', o FC Porto reclamou uma grande penalidade por mão de Polga na área, mas nada foi assinalado. No entanto, o golo do empate surgiu pouco depois. Aos 66', César Peixoto cruzou para a área, Jorginho não conseguiu desviar mas atrapalhou os defesas leoninos, pois a bola ressaltou em Tonel e depois em Polga terminando no fundo da baliza de Ricardo.
Depois do golo, o FC Porto continuou a atacar, perante um Sporting que apenas timidamente se desdobrava para o contra-ataque. Numa dessas situações, foi a vez dos leões reclamarem garnde penalidade por mão na bola de César Peixoto. De novo nada foi assinalado, bem como mais um caso, já bem perto do final, aos 84', quando Lisandro foi agarrado na área por Sá Pinto.
No final, o empate beneficia mais o Sporting, castigando um FC Porto que não conseguiu materializar o domínio, especialmente na primeira parte em golos.
Empate no Dragão, Adriaanse continua sem ganhar um clássico e Paulo Bento volta a não perder. Mais uma vez o treinador holandês voltou a mexer na equipa, surpreendendo muita gente e mais uma vez sem os melhores resultados. A insistência em Jorginho começa a ser desesperante, o brasileiro não corresponde em campo, não joga assim tão rápido com diz Adriaanse, erra muito, constrói pouco... O meio-campo parece ganhar muito mais com a presença de Ibson, ou com Diego, embora este também não esteja numa fase boa.
A equipa continua perdolária e falta-lhe claramente um matador. Hugo Almeida ainda não parece pronto para o ser, Lisandro rende mais se não estiver preso entre os centrais, McCarthy está sem ritmo de jogo e, claro, Postiga já nem entra nestas contas. Algo falha no FC Porto nestes grandes momentos, pois exceptuando o jogo em casa com o Inter todos os restantes jogos importantes não correram bem.
Por seu turno, Paulo Bento foi inteligente. Montou a sua equipa com bastante respeito pelo adversário, sem ambições desmedias, preferindo jogar pelo seguro do que arriscar muito e dar-se mal. Manteve "mão de ferro" no caso Liedson e Deivid deu-lhe mais uma vez razão. No entanto, não se justifica que um candidato ao título se apresente no terreno de outro candidato simplesmente com a intenção de defender. Ricardo foi avisado pelo árbitro para não perder tempo nos pontapés de baliza aos 2' (!), o que por si só quer dizer bastante.
Não é esta, certamente, a melhor forma de fazer evoluir o futebol português e preparar as equipas para a competitividade europeia.
Quanto à arbitragem, Lucílio Baptista não esteve bem. Fez uma arbitragem irritante, apitou muito, demais, em lances que eram normais, ainda para mais com o terreno tão escorregadio. E, não é possível não o referir, um árbitro que não assinala três grandes penalidades, tendo assim uma influência directa no resultado da partida, não pode ter nota positiva.
Quanto aos artistas, do lado dos visitantes, sem exibições a dar muitos nas vistas, destacou-se Ricardo pela segurança na baliza, bem como os dois centrais. Carlos Martins foi impotante antes de se lesionar, os leões perderam o meio-campo após a sua saída. Também Sá Pinto, muito esforçado rubricou boa exibição.
Nos da casa, há que destacar as grande exibições de Paulo Assunçao e Lucho González que foram enormes no meio-campo, demosntrando a sua classe. Lisandro lutou imenso, parecendo cada vez mais Derlei. E por fim, o artista acima de todos os artistas, Ricardo Quaresma. Que jogador! Encanta ver a forma como joga, delicia o público com pormenores fantásticos e fintas assombrosas, aterrorizando os adversários. E acima de tudo, está cada vez um jogador mais compelto, levanta a cabeça, passa a bola, defende, ajuda a equipa. À atenção de Scolari para a Alemanha.
FC Porto 1 - 1 Sporting 


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