domingo, janeiro 13

Liga Portuguesa
Demolidor



Foi um FC Porto absolutamente demolidor aquele que ontem, no Dragão, goleou o Sp. de Braga, por quatro golos sem resposta.

Depois de um encontro com a Naval em que se receou por novo adormecimento dos dragões no regresso após a pausa natalícia, o jogo de ontem pareceu afirmar precisamente o contrário.

Com Tarik na CAN, Jesualdo Ferreira optou por colocar Adriano na frente de ataque, deslocando Lisandro para a ala direita. Pelo menos no papel, porque na dinâmica ofensiva da equipa verificou-se uma constante flutuação do tridente atacante, trocando constantemente de posições e obrigando a defesa bracarense a esforços extra. Mesmo o aparentemente menos móvel Adriano, que não fez um grande jogo, sendo talvez o elemento mais apagado da equipa, conseguiu ocupar bem os espaços laterais, demonstrando a habitual garra e capacidade de luta, que o fez descer pelo flanco, marcando o lateral adversário e recuperando algumas bolas.

Não tivesse a opção de Jesualdo no escalonamento da equipa sido a melhor (como creio que foi), a verdade é que quando ainda muita gente entrava no estádio e já Lisandro facilitava as contas, inaugurando o marcador, após passe de Bosingwa, que tinha roubado a Miguelito em zona proibida.
E este terá sido um daqueles jogos que constarão nos livros para justificar a importância de entrar bem no encontro e marcar cedo. O FC Porto moralizou-se ainda mais após o golo, mandando totalmente no encontro e o Sp. Braga não conseguiu libertar-se da forte pressão dos da casa, não conseguindo desenvolver o seu jogo.
Assim, foi com alguma naturalidade que Raúl Meireles fez o segundo golo, após magistral passe de Lucho, numa altura em que os azuis e brancos roçavam momentos de brilhantismo no seu futebol.

Depois do segundo golo verificou-se, com naturalidade, uma diminuição da velocidade do jogo dos dragões, que passaram a controlar mais as operações, gerindo o esforço e o resultado, descansando com bola, à boa maneira do "Porto de Mourinho".

Na segunda metade, o FC Porto, embora menos incisivo que na primeira metade, entrou bem, continuando a controlar as operações, embora os arsenalistas, mais libertos, tenham subido de produção e tenham tentado fazer o golo que os colocasse de novo na discussão do resultado, o que quase conseguiu com Linz a falhar na cara de Hélton.

Aqui a primeira crítica a Jesualdo. O treinador dos dragões manteve o mesmo onze em campo durante demasiado tempo. Com o jogo controlado, como estava, com Adriano esgotado, como estava desde pouco depois dos 60 minutos, não se justificava insistir nos mesmos jogadores, quando no banco estavam jogadores a necessitar de minutos de competição, desde logo Farías e Bolatti.

Contudo, Jesualdo só mexeu na equipa à entrada dos últimos dez minutos, e com resultados muito positivos. Farías entrou muito bem em campo, a tempo de fazer uma assistência para Lisandro marcar o terceiro golo, e, aproveitando um roubo de bola de Lucho ainda na zona defensiva bracrense, marcar ele próprio o quarto golo, já nos descontos, quebrando um sempre preocupante jejum para qualquer avançado.

Contas feitas, o FC Porto voltou a aproveitar o empate do Benfica, aumentando a vantagem no topo da classificação para 11 pontos, e seguindo firme no caminho para o tri-campeonato.
Talvez mais importante do que aumento da vantagem terá sido a exibição demolidora. Não creio estar a exagerar quando considero que este terá sido talvez o melhor FC Porto desta época, conseguindo afastar o fantasma do mau reinício de campeonato após a pausa natalícia.

Tudo muito bem encaminhado para mais um título, parecendo claro que o maior adversário do FC Porto nesta liga será o próprio FC Porto, pelo que se a atitude e concentração da equipa for qualquer coisa semelhante ao que se viu ontem no Dragão então os adeptos dos azuis e brancos, bem como os seus jogadores não estarão a ser arrogantes quando sentirem que têm tudo para conquistar o título. Não estarão a ser mais do que realistas.

Destaques:

+

FC Porto
: torna-se quase impossível distinguir o jogador em destaque neste FC Porto.
Hélton
esteve mais uma vez seguríssimo, correspondendo com qualidade nas poucas vezes que foi chamado a intervir.
Bosingwa foi mais uma vez brilhante pela direita, bem a defensar, extraordinário a atacar, com uma velocidade alucinante, registou uma assistência para golo.
Cech continua a ser o ponto mais fraco da defesa, não sendo exuberante no apoio ataque, ainda assim cumpriu defensivamente, fechando o lado esquerdo.
Pedro Emanuel continua a mostrar toda a sua experiência, é uma voz de comando muito importante na equipa, algo que às vezes é mais importante do que frescura nas pernas.
Bruno Alves voltou a mostrar porque é hoje um dos melhores centrais europeus. Imperial no jogo aéreo.
Paulo Assunção continua a ser um dos elementos mais importantes desta equipa, fundamental no equilíbrio defensivo e revelando nos últimos jogos uma maior apetência para integrar as operações ofensivas.
Raúl Meireles foi de novo muito importante no meio-campo, ganhando muitas bolas, fazendo o trabalho "chato" de correr muito e mais uma vez marcou, o que para um jogador da sua posição é sempre de assinalar.
Lucho foi imperial. Um jogador fabuloso, do qual começam a faltar adjectivos. Duas assistências para golo, para além de ter pautado todo o jogo ofensivo dos dragões.
Quaresma apesar de não ter estado muito inspirado, conseguiu ainda assim fazer um jogo positivo. Alguns pormenores brilhantes, daqueles que fazem os adeptos pagarem bilhete para ir ver os jogos ao estádio. para além disso um jogo esforçado. Ontem não foi necessários ser ele a decidir.
Lisandro fez mais dos golos, mesmo mais afastado do centro do ataque voltou a ser mortífero. Cansa vê-lo jogar. Não pára, sempre em luta pela bola, um jogador fundamental neste FC Porto.
Adriano não fez um grande jogo. Talvez o elemento mais apagado da equipa. Ainda assim mostrou-se muito disponível para correr e lutar, deslocando-se muitas vezes para as alas, permitindo a entrada de Lisandro. Estava esgotado desde os 60 minutos, saindo apenas depois dos 80.
Farías em pouco mais de dez minutos em campo fez uma assistência e marcou um golo. Pode ser o despertar de um goleador. Um jogador que mostra pormenores, nomeadamente jogando de costas para a baliza, de craque.
Mariano e Bolatti jogaram poucos minutos, sem nada de especial a assinalar.

Foto: Associated Press

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Filipe Queirós @ 13:44

sábado, dezembro 22

Liga Portuguesa
FC Porto sofre primeira derrota

Sabor amargo no último jogo do ano do campeão FC Porto. Na deslocação ao terreno do Nacional a equipa de Jesualdo Ferreira sofreu a primeira derrota na Liga e viu a vantagem na liderança voltar aos, ainda assim confortáveis, sete pontos.

Com as ausências de Quaresma (castigado) e Tarik (lesionado), previa-se dificuldades para os dragões no sempre complicado reduto do Nacional da Madeira. Olhando para o onze inicial e descobrindo que os substitutos dos dois alas ausentes seriam Mariano Gonzalez e Hélder Postiga mais preocupada terá ficado a maioria dos adeptos portistas.
De facto, Mariano tarda a mostrar as qualidades que lhe eram atribuídas e é claramente um elemento descoordenado com a restante equipa, correndo muito, mas quase sempre mal, nunca encontrando a posição exacta onde actuar e nunca conseguindo ligar-se com os companheiros. Por sua vez, Postiga continua fora de forma e é, claramente, um jogar com níveis de confiança muito reduzidos. Se as coisas não começam, logo de início, a sair-lhe bem é o próprio Postiga que entra em rota de colisão consigo mesmo, desaparecendo do jogo ou intervindo de forma disparatada, como no lance que acabaria por resultar no único golo da partida, um grande golo de Lipatin.

Ainda assim o FC Porto esteve sempre por cima no jogo, com um controlo territorial quase natural e apesar de nunca criar flagrantes oportunidades de golo (Lisandro esteve desinspirado desta vez) mantinha as operações controladas, face a um Nacional muito pouco atrevido no ataque.
Contudo, o controlo do encontro não significou um futebol bem jogado, pelo contrário. Os dragões jogaram lento, sem imaginação, num futebol muito mastigado e previsível.

A opção táctica de Jesualdo de colocar Postiga como falso ala direito, encostando o avançado português a Lisandro e exigindo a Bosingwa que se ocupasse das despesas ofensivas do flanco, não resultou. Apesar do esforço de Bosingwa e algumas boas investidas suas pelo corredor, Postiga pareceu sempre perdido, acabando por não ser nunca um ala nem um segundo avançado. Acrescia a isto que a equipa não conseguia criar desiquilibrios pela outra ala, onde Mariano não era solução para romper a sólida defesa dos da casa.
Também o meio-campo não funcionou como em jogos anteriores, apesar do esforço de Lucho, o melhor de um sector em que Assunção cumpriu sem brilhantismo e Meireles esteve muito apagado.

Após a tal perda de bola infantil de Postiga que originou o golo adversário, Jesualdo recorreu ao banco para tentar mudar o rumo do encontro as nem Adriano, nem Leandro Lima e mais tarde já em desespero Kaz conseguiram alterar o resultado.
Na primeira vez que se apanhou a perder na Liga os dragões não mostraram argumentos para dar a volta ao resultado, notando-se uma clara falta de poderio de fogo no banco, constituído por jogadores que têm jogado muito pouco, com clara falta de ritmo e de confiança.

Notaram-se demasiado as ausências de Quaresma e Tarik, algo que não deveria acontecer numa equipa com a qualidade da do FC Porto. A verdade é que Jesualdo não tem feito a melhor gestão do plantel, não conseguindo motivar os jogadores menos utilizados e sofrendo as consequências quando recorre, por opção (como no jogo da Taça da Liga por exemplo) ou necessidade (como no jogo de ontem), aos jogadores que não fazem parte do núcleo duro dos 12 ou 13 atletas mais utilizados.

A pausa do fim do ano, que antecede também a reabertura do mercado, surge como a melhor conselheira para sanar estas deficiências na engrenagem da máquina azul e branca.
Ainda assim, não se pode dramatizar e não é uma derrota que irá fazer cair todos os elogios já feitos, com toda a justiça a este FC Porto. Apesar da derrota a vantagem no topo da Liga é de sete pontos para o segundo, os mesmos sete pontos que, depois do jogo da Luz, fizeram manchetes em quase todos os jornais como suficientes para "acabar com a discussão" do título.
O FC Porto terá, isso sim, que evitar facilitismos e faltas de concentração, optimizando os recursos de que dispõe, que são, quase todos, de qualidade muito acima da média, e encarar o próximo ano com um sorriso nos lábios, enfrentando de cabeça erguida os confrontos para a Liga, Taça de Portugal e Liga dos Campeões.

Destaques:

+

Diego Benaglio:
o guardião do Nacional foi o melhor jogador em campo. Apesar do FC Porto não ter sido muito incisivo no ataque a verdade é que criou alguns lances de perigo que Diego resolveu sempre bem, começando por aguentar o nulo e depois segurando a vantagem.

Bosingwa: um dos poucos com atitude. Foi o maior dinamizador do futebol a azul e branco no melhor período dos dragões.

-

Mariano: não se compreende a insistência de Jesualdo na aposta no argentino. apesar de não ter sido um dos seus piores jogos com a camisola do FC Porto verdade é que o ala não esteve bem, sendo um elemento à margem da equipa.

Postiga: tal como Mariano não justificou a sua chamada à titularidade. Nunca se encontrou no jogo, aparentando sempre estar algo perdido em campo. Foi de uma perda de bola infantil sua que nasceu o único golo do encontro.

Lentidão do FC Porto: o meio-campo dos dragões nunca conseguir ser dinâmico e imprimir velocidade ao jogo. Perante um adversário tão fechado impunha-se outro tipo de jogo, muito mais rápido e criativo.

Foto: Associated Press

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Filipe Queirós @ 18:21

domingo, dezembro 16

Liga Portuguesa
FC Porto mais primeiro

Mais um grande jogo de futebol no Estádio do Dragão com a recepção do líder FC Porto ao terceiro classificado Vitória de Guimarães, uma das agradáveis surpresas desta edição da Bwin Liga.

Cajuda
tinha prometido jogar cara a cara com o FC Porto e não mentiu! O Vitória entrou desinibido e a tentar equilibrar o jogo, num terreno onde muito poucos se atrevem a tentar assumir o jogo. No entanto, os visitantes foram aos poucos pagando a factura da sua atitude audaciosa, pois o FC Porto foi tomando conta das operações e aproveitando, como equipa experiente e madura que é, os erros dos visitantes para criar oportunidades que punham em sentido a defesa vimaranense.

Foram flagrante exemplo disso os golos falhados por Quaresma, este com a baliza completamente deserta, e Tarik, que poderiam ter dado, desde logo, outra tranquilidade aos dragões. Mas isso não aconteceu e quem ganhou foi o espectáculo, com maior intensidade de jogo e emotividade.

Do FC Porto da primeira parte tenho que destacar Lucho González que fez um dos melhores jogos dos últimos tempos, excelente a pautar o jogo da equipa, a sair para o ataque, a servir os companheiros e com pormenores individuais de classe! O Lucho que encantou o Dragão parece de volta e só espero que os problemas físicos não atrapalhem a subida de forma que o FC Porto tanto necessita, visto que o jogo da equipa com El Comandante em forma tem outra classe.

Na segunda metade o Vitória atravessou os seus melhores momentos nos dez minutos iniciais, criando situações de apuro para defesa portista, com Alan a sobressair no ataque vimaranense, mas foi o FC Porto, demonstrando uma eficácia e um "cinismo" "à italiana", quem se adiantou no marcador com um golo de Tarik, a culminar uma óptima assistência de Raúl Meireles.

Este golo foi um verdadeiro "soco no estômago" do Vitória que não conseguiu reagir devidamente, apesar das tentativas de Cajuda através do banco, o balanceamento ofensivo dos visitantes abria brechas na sua defesa, que os azuis e brancos acabaram por aproveitar com mais um golo do inevitável Lisandro.

Até ao final Jesualdo geriu o esforço da equipa, refrescando o meio campo com as saídas de Raúl Meireles e Lucho e o Vitória conseguiu um ascendente mais efectivo frente a este meio campo menos rotinado dos dragões, com um Bolatti ainda a adaptar-se ao futebol europeu e um Mariano Gonzalez em quem Jesualdo continua insistentemente a apostar mas que tarda em demonstrar qualidades.

Com esta vitória o FC Porto aumentou a sua vantagem na frente do Liga para dez pontos, uma marca bastante assinalável com 13 jornadas decorridas. Se os dragões mantiverem o nível e conseguirem fugir à já habitual crise de início de ano então o caminho para o tri poderá estar aberto e o rumo dos azuis e brancos será muito difícil de travar!

Destaques:

+

Lucho: como já referi quando está em forma é um jogador fantástico, capaz de pautar o jogo ofensivo como poucos. Notou-se neste jogo a fabulosa capacidade de transição defesa-ataque e o importante preenchimento do espaço que faz em situações de defesa. O patrão do jogo do FC Porto.


Vitória de Guimarães:
se o campeonato português tivesse mais equipas como este Vitória estaria no topo do futebol europeu a nível competitivo. Jogou olhos nos olhos com o FC Porto, perdeu, é certo, mas fazendo um bom jogo e criando mais dificuldades aos dragões que qualquer outra equipa esta época no Dragão.

Lisandro: o avançado argentino justificou de novo porque é o melhor marcador do campeonato. Frieza na altura de aproveitar as oportunidades e uma capacidade de trabalho imensa. Parece que está em todo o lado!

-

Lesão de Tarik:
o marroquino está a atravessar o seu melhor momento desde que chegou ao Dragão, marcando golos, inventando espaços e fazendo a equipa jogar. Numa altura em que Quaresma foi suspenso com o quinto amarelo não seria nada bom para o FC Porto perder o extremo no encontro frente ao Nacional.

5º amarelo de Quaresma:
o "Harry Potter" tem sobre si um estigma de desconfiança de cada vez que vai ao chão. Logo tem que evitar forçar quedas, ainda para mais em lances em que poderia seguir com as jogadas. E mais ainda quando está com quatro cartões amarelos, em risco de suspensão. Pelo sua importância na equipa vai ser uma baixa de peso para o jogo na Madeira.


Foto: Associated Press

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Filipe Queirós @ 00:11

sábado, dezembro 15

Liga Portuguesa
Belenenses derrota Benfica

Uma tarde de muito frio e uma constipação foram motivos para ter de trocar o Estádio do Dragão pelo sofá e pela televisão. Com as naturais desvantagens de perder um jogo de futebol ao vivo surgem as vantagens que se prendem desde logo com a possibilidade de seguir outros encontros que se jogam nas horas próximas dos jogos do FC Porto no seu estádio.

O encontro entre o Benfica e o Belenenses foi precisamente um desses casos, pelo menos no que à primeira parte e aos primeiros 15 minutos da segunda diz respeito.
E se a última meia hora não tiver sido muito diferente do restante jogo a vitória da equipa do restelo parece-me justíssima.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket O Belenenses entrou muito bem no encontro, jogando de igual para igual com um demasiado na expectativa e muito pouco inspirado. Os da casa conseguiram encostar o Benfica às cordas, carregando sobre a ala direita da defesa encarnada, onde Nélson, ainda que muitas vezes com o apoio de Maxi Pereira, nunca conseguiu travar a avalanche ofensiva e as constantes trocas de jogadores que o Belenenses proporcionava, criando vários lances de perigo.
Apenas a finalização falhava, enquanto do lado contrário Cardozo estava muito desamparado e Rui Costa não conseguia pegar no jogo encarado, com os bem conhecidos efeitos que isso tem no jogo do Benfica.
Apenas a espaços as águias conseguiam criar perigo e equilibrar um pouco o encontro, mas sempre sem assumirem o comando das operações.

No início da segunda metade o Benfica parecia melhor, mas ainda assim o Belenenses jogava taco a taco e parecia mais perigoso.
Depois foi tempo de sintonizar atenções no jogo do Dragão e de ver apenas o grande golo de Weldon que provocou a segunda derrota consecutiva do Benfica e fez aumentar a desvantagem para o líder para dez pontos ao fim de 13 jornadas.

Problemas para Camacho que vê a sua equipa voltar a passar por um mau momento. Esta é mais uma altura em que muito se fala do Benfica, muito acerca de questões laterais que inevitavelmente dão lugar a alguma instabilidade à qual nenhuma equipa consegue ser completamente imune.
Ainda há uma jornada antes da paragem do Natal, que poderá ser muito importante para o resto do campeonato pois se a barreira psicológica dos 10 pontos for aumentada, numa época de reabertura de mercado e de pressão enorme sobre dirigentes e jogadores encarnados, poderá significar muitos problemas para o clube da Luz.

A ver vamos...

Foto: Reuters

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Filipe Queirós @ 23:25

terça-feira, agosto 28

Liga Portuguesa
FC Porto vence Sporting

O FC Porto venceu, no Dragão, o Sporting por uma bola a zero, num jogo muito disputado e com bons momentos de futebol.

Os treinadores acabaram por não lançar grandes surpresas nos onzes iniciais, destacando-se apenas a opção de Jesualdo Ferreira pela colocação de Lisandro no centro do ataque, com Tarik na ala. Já Paulo Bento utilizou o onze esperado.

O FC Porto entrou melhor no encontro e dominou por completo na primeira meia hora de jogo, com o tridente Assunção, Meireles e Lucho a superiorizar-se ao meio-campo leonino. Com o FC Porto com mais bola, pressionando mais à frente, perturbando a saída para o ataque do Sporting, o meio-campo dos dragões aparentemente em inferioridade numérica chegou para controlar o sector adversário, visto que a bola raramente chegava a Romagnoli e as movimentações ofensivas de Lucho e Meireles, que correram muito, davam muito trabalho a Moutinho e Izmailov.
Sabendo da importância ofensiva de Bosingwa, Paulo Bento trocou os médios interiores, colocando Moutinho a cair na zona de acção do lateral portugês impedindo-o de subir pelo flanco como mais gosta. No entanto, o FC Porto respondeu com interessantes movimentações ofensivas de Fucile, aproveitando a menor aptência defensiva de Izmailov, combinando com Quaresma ou Tarik e criando dificuldades a Abel.
Foi o melhor período dos dragões na primeira metade, com Meireles a ficar perto de marcar e Quaresma a fazer tremer a barra de Stojkovic.
Por sua vez o Sporting tinha muitas dificuldades em libertar-se da teia montada pela pressão alta do meio-campo dos azuis e brancos, Romagnoli quase não tinha bola, Izmailov esteve muito apagado, Moutinho lutou muito mas raramente conseguiu fazer valer o seu jogo, sobrando Miguel Veloso, o melhor jogador dos leões, que foi sempre o primeiro a tentar lançar o ataque, demonstrando uma maturidade e classe estraordinárias. Na frente Derlei e Liedson não se libertaram da marcação quase perfeita dos centrais do FC Porto.
E, tal como previa na antevisão a este jogo, a batalha do meio-campo, a luta pelo domínio das operações foi a chave do encontro, permitindo ao FC Porto ser quase sempre mais perigoso e controlar o jogo.

Na segunda metade o Sporting entrou melhor, sem conseguir, ainda assim, dominar o encontro. Jesualdo sacrificou Tarik, já desgastado, e colocou Postiga no meio dos centrais leoninos numa posição onde Lisandro não se adaptou pela sua estatura, que não lhe permitiu ganhar bolas de cabeça, e pela sua elevada mobilidade que fez com que os dragões quase nunca tivessem uma referência na área. Com a entrada de Postiga e a passagem de Lisandro para a ala o rendimento do argentino cresceu, sendo muito mais perigoso, especialmente nas diagonais para o centro, onde Postiga lutava muito e "prendia" os centrais permitindo as entradas quer de Lisandro quer dos médios.

O jogo acabou por ser decidido num livre indirecto dentro da área, castigando um erro de Stojkovic, que agorrou uma bola atrasada por Polga. No estádio o lance pareceu-me claro (e nem foi muito protestado pelos responsáveis do Sporting), Postiga recebe mal a bola que fica no raio de acção de Polga. O central verde e branco tem oportunidade até de ficar com a bola controlada mas opta por a atrasar para Tonel que a deixa passar para Stojkovic. Parece-me clara a intenção de endossar a bola ao companheiro, que originalmente seria Tonel, mas com a simulação do central passou a ser o guardião sérvio. Stojkovic com muito tempo para definir o lance hesitou, deixou que Postiga o pressionasse e agarrou a bola, livre indirecto claro.
Na execução Lucho foi genial, iludindo toda a gente que esperava o remate de Quaresma (até o próprio número 7 dos dragões foi surpreendido!), tocando para Raúl Meireles rematar para o fundo das redes.

Após o golo começou verdadeiramente o jogo dos bancos. O primeiro a mexer (depois do golo, visto que Postiga já tinha entrado ao intervalo) foi Paulo Bento com a troca de Izmailov por Vukcevic, sem alterações tácticas, optando apenas por colocar um jogador fresco no lugar do desinspirado russo. Respondeu Jesualdo com a troca do esgotado Meireles por Mariano Gonzalez, tentando aproveitar o natural adiantamento dos leões, tentando explorar o contra-ataque. A alteração acabou por não surtir muito efeito visto que o forcing dos leões foi muito forte e encostou o FC Porto à sua defesa.
Dez minutos depois, Paulo Bento mostra que queria mesmo vencer o jogo e retira os dois laterais, colocando Pereirinha e Djaló. O Sporting passou a jogar apenas com três defesas, recuando Miguel Veloso, colocando Pereirinha no seu lugar e lançando Djaló no apoio a Liedson e Derlei. Os leões forçavam no ataque mas Jesulado leu bem o jogo, respondendo com a colocação de Bolatti para travar o ímpeto dos visitantes, retirando Lisandro.

No final, vitória justa daquela que foi a melhor equipa ao longo dos 90 minutos, conseguindo capitalizar um lance de bola parada de difícil transformação. O jogo acabou por ser, tal como se esperava, equilibrado e muito disputado a meio campo, mas emotivo e electrizante como qualquer clássico deve ser.


Destaques:
+
Meio-Campo do FC Porto:
o tridente Assunção/Meireles/Lucho esteve imperial com grandes exibições individuais dos três jogadores e acima de tudo uma importantíssima prestação de conjunto que permitiu ao FC Porto controlar o jogo no meio-campo e impôr-se ao perigoso losango de Paulo Bento.

Quaresma:
apesar de não ter feito uma exibição do outro mundo é quase impossível não o destacar. Pega no jogo quando faltam soluções à equipa e quando coloca o seu talento ao serviço do conjunto, como fez por várias vezes com combinações excelentes com Fucile na ala, por exemplo, é um quebra-cabeças ainda maior para qualquer defesa. Voltou a assustar e a acertar no ferro da baliza de Stojkovic.

Miguel Veloso:
o melhor do Sporting, a defender e a atacar. Mesmo quando foi deslocado para lateral esquerdo continuou a ser o principal alimentador dos ataques leoninos. Uma classe acima da média de um jogador fantástico.

-
Stojkovic: um erro infantil do guardião sérvio acabou por ditar o resultado do encontro. Na dúvida, teve tempo para despachar a bola e não facilitar. Acabou também por não se mostrar muito seguro, parecendo acusar a pressão do encontro.

Romagnoli: completamente apagado, demasiado macio na árdua luta no meio-campo, foi anulado por Paulo Assunção. Não ajudou a defender como deveria e não conseguiu pegar no jogo no ataque. Passou ao lado do jogo.

Fotos: Associated Press

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Filipe Queirós @ 11:15

sábado, agosto 25

Liga Portuguesa
Antevisão do FC Porto - Sporting

O Estádio do Dragão recebe hoje o primeiro clássico desta Bwin Liga 2007/2008, uma repetição do encontro da Supertaça de apenas há duas semanas atrás.
Nessa altura, o Sporting levou a melhor, conquistando o troféu com uma vitória por um a zero.

Desde esse jogo até agora algumas coisas mudaram, desde logo, as listas dos convocados dos dois clubes. No Sporting destaca-se a primeicha chamada do ponta-de-lança Purovic, bem como para o regresso, após lesão, de Izmahilov. De fora ficou Adrien Silva, bem como Carlos Paredes que parece afastado das opções de Paulo Bento. Na equipa da casa regressam Fucile e Lisandro, ficando de fora Kaz e Edgar.
Se nos leões a lista parece linear e sem grandes comentários a fazer, nos dragões já levanta mais discussão a exclusão de Edgar numa altura em que Jesualdo Ferreira não pode contar com Adriano e Farias, ambos lesionados. O avançado brasileiro tinha feito parte das últimas convocatórias, não tendo chegado, contudo, a sentar-se no banco. Mas o facto de o FC Porto estar com um problema com o número de avançados disponíveis poderia ser uma oportunidade para o jovem brasileiro. Jesualdo não entendeu assim, dando a entender que as opções para o centro do ataque são Postiga e Lisandro.

Contudo, parece-me que a chave do encontro de hoje estará a luta do meio-campo. Paulo Bento optará, certamente, pelo seu esquema habitual, com o losango no meio-campo, ao que se irá contrapôr o triangulo do 4x3x3 de Jesualdo Ferreira. Como o encaixe dos dois modelos não é perfeito (como a geometria facilmente consegue explicar), no jogo de Leiria o que acabou por desiquilibrar a contenda a favor do Sporting foi a maior dinâmica do seu quarteto centrocampista, face a um Porto preso de movimentos, com Kaz e Raúl Meireles não muito bem oleados. Mas, para o encontro de hoje, há uma mudança na equação, chamada Lucho González. Como se viu em Braga, com o internacional argentino o FC Porto ganha mais equilíbrio e dinâmica nas movimentações do meio-campo.
Caso os dragões consigam ter mais bola e assumir as despesas do jogo, e para isso Lucho está uns furos acima de Kaz, então a aparente inferioridade numérica poderá transformar-se numa igualdade entre as duplas Meireles/Lucho e Veloso/Moutinho visto que Romagnoli e mesmo Izmailov não ajudam muito atrás.
Se, pelo contrário, o Sporting controlar as operações os azuis terão muitas dificuldades para suster o meio-campo de Alvalade, e poderá repetir-se o filme já visto na Supertaça.
A dura batalha de meio-campo poderá servir, assim, para desiquilibrar um clássico que tem tudo para ser um jogo dividido, e esperemos com mais competitividade e qualidade do que o último confronto em Leiria.

Quanto aos onzes prováveis, Paulo Bento não deve surpreender, apresentando apenas uma alteração face à última jornada, com a entreda de Izmailov para o lugar de Vukcevic, ou seja a equipa que jogou, na Supertaça, a partir do minuto 11, quando Ronny rendeu o lesionado Pedro Silva.
Já o onze de Jesualdo poderá levantar mais dúvidas. Na defesa a única dúvida é a possível inclusão de Fucile à esquerda em detrimento de Marek Cech, sendo que no meio-campo a equipa deverá ser a mesma que se apresentou diante do Braga, surgindo no ataque as maiores questões. O técnico dos portistas poderá optar por apresentar o tridente atacante constituído por Quaresma na esquerda, Lisandro na direita e Postiga ao centro (conforme na imagem) ou optar por deixar Postiga no banco, movendo Lisandro para o centro do ataque (aliás a sua posição originária) e colocando Tarik ou até Mariano (se bem que este muito menos provável) na ala. Na primeira hipótese o FC Porto ganhará poder de fogo, visto que Tarik não me parece dar todas as garantias para um jogo tão importante, mas perderá a hipótese de lançar um avançado fresco caso seja necessário dar a volta ao resultado ou forçar no ataque (daí que me parecesse importante a presença de Edgar no banco). Na segunda hipótese o FC Porto ganha mais profundidade nas alas, visto que Lisandro tem mais tendência para as diagonais para o centreo do terreno, mas Lisandro poderá sofrer mais do que Postiga no confronto com os centrais leoninos.
Creio que a melhor opção seria mesmo o tridente Quaresma/Postiga/Lisandro, com as constantes trocas de ala, confundindo os laterais do Sporting e a capacidade de Postiga jogar para a equipa, de costas para a baliza, permitindo a entrada dos médios, com destaque para Lucho mas também para a meia distância de Meireles. Dúvidas para desfazer pouco antes do início da partida.

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Filipe Queirós @ 18:46

domingo, agosto 19

Liga Portuguesa
Jornada 1

Já rola a bola na Bwin Liga 2007/2008! A 1ª jornada teve início esta sexta-feira com a recepção do Sporting à Académica e prolonga-se até à próxima segunda-feira com o Naval - Belenenses.
Mais um ano de futebol começa com as expectativas de que a competitividade e qualidade do futebol superem a época transacta.
Os candidatos são os mesmos de sempre, numa segunda linha várias equipas lutam pela Europa, alimentando sonhos de se possível espreitarem mais acima, os restantes lutarão para continuarem a competir no escalão principal do nosso futebol. A fórmula é a mesma de sempre, mas ainda assim a competição continua a prender a atenção de milhões e a desperar paixões! Está lançada mais uma Liga!

E como a jornada já vai perto do final fica apenas um pequeno comentário aos jogos que tive oportunidade de seguir.

Sporting 4 - 1 Académica

No arranque da Liga o Sporting mostrou o bom momento que atravessa neste início de época e goleou a briosa. A equipa de Paulo Bento demonstrou uma circulação de bola de muita qualidade, com algumas rotinas já bem afinadas e bons momentos de futebol. O reforço Vukcevic destacou-se nos leões com bons pormenores e Derlei regressou aos golos, entrando na história deste campeonato como o primeiro a facturar. O inevitável Liedson marcou também, sendo os outros golos apontados por Tonel e João Moutinho.
Do lado dos estudantes destaque para Pedro Roma, que acabou por ser dos melhores e também para Hélder Barbosa, que revolucionou o futebol atacante da sua equipa.
FC Porto 2 - 1 Sp. Braga

Os bicampeões nacionais também entraram na Liga com o pé direito, quebrando o enguiço dos jogos em Braga com duas bombas de Quaresma.
Com Lucho Gonzalez de volta o futebol dos dragões melhorou imenso face ao jogo com o Sporting e a primeira parte foi completamente dominada pelos visitantes, controlando as operações a meio-campo e criando boas oportunidades de golo. A vantagem foi dada com um grande golo de livre de Quaresma.
O Sporting de Braga empatou logo no reatamento por João Vieira Pinto e equilibrou o encontro por alguns minutos, mas a pressão não durou muito tempo e o FC Porto voltou ao comando das operações, criando alguns lances de perigo até que Quaresma com mais um golo fantástico resolveu o encontro.
Leixões 1 - 1 Benfica

No regresso ao convívio com os maiores do futebol nacional o Leixões jogou no Bessa e deu boa conta de si, no embate com o Benfica. Os encarnados voltaram a não fazer uma boa exibição, demonstrando falta de ideias na construcção de jogo e muita lentidão de processos. Foi o Leixões quem dispõs das melhores ocasiões de golo, mostrando muita garra e atrevimento.
Ainda assim o Benfica esteve perto de ganhar o jogo, com um golo de Petit perto do final mas os encarnados não conseguiram segurar a vantagem e a equipa de Matosinhos conseguiu chegar ao empate já no período de descontos. Prémio justo para os leixonenses e que penaliza um Benfica que não jogou bom futebol.
Vitória de Guimarães 1 - 1 Vitória de Setúbal

No outro regresso à divisão maior do nosso futebol o Vitória de Guimarães dividiu pontos com o seu homónimo de Setúbal. Os vimaranenses entraram muito bem no encontro e marcaram cedo, logo aos 5' mas foram perdendo gás e o Setúbal equilibrou as operações chegando ao empate ainda na primeira metade. Um jogo entretido com duas equipas que tentaram ganhar o jogo, com maior iniciativa da equipa da casa que mostrou que o seu lugar é junto aos maiores clubes portugueses, com mais de 16000 pessoas nas bancadas.
Foto: Associated Press

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Filipe Queirós @ 22:01

domingo, março 4

Liga Portuguesa
Benfica vence Aves

bwin LIGA :: Jornada 20
Estádio do Clube Desportivo das Aves
Árbitro: Jorge Sousa

D. Aves 0 - 1 Benfica
Nuno Gomes (60')

Entrando em campo depois de saber que o FC Porto tinha vencido o Braga, o Benfica apresentava-se na Vila das Aves com o objectivo único de conquistar os três pontos.

Fernando Santos, que colocou Katsouranis no centro da defesa, escalou uma equipa ofensiva, com Derlei, Miccoli e Nuno Gomes na frente. Mas ainda assim, a organização defensiva montada pelo Prof. Neca ia dando resultado e o Benfica sentia grandes dificuldades para construir lances de perigo.
Na primeira metade a melhor oportunidade pertenceu mesmo aos da casa, através de uma grande penalidade, que Hernâni bateu muito mal, permitindo a Quim defesa fácil.

Na segunda parte, o Benfica voltou com vontade de resolver o jogo e foi mais perigoso, mas só conseguiu chegar ao golo aos 60' por intermédio de
Nuno Gomes após boa jogada de entendimento entre Miccoli e Nélson, com o guarda-redes Nuno a ficar tremido na fotografia. A reacção que o Aves procurou ter foi dificultada depois da expulsão de Sérgio Nunes. Mas ainda assim, a equipa da casa conseguiu soltar-se para o ataque e a espaços incomodar a defensiva benfiquista.

Melhor, bem melhor, o resultado do que a exibição para a equipa da Luz, no terreno do lanterna vermelha, que mostrou que irá continuar a bater-se com bravura pelo sonho da manutenção. No topo da tabela para já tudo na mesma com FC Porto e Benfica separados por quatro pontos. Espera-se o resultado do Sporting, na deslocação a Leiria.

Foto: Reuters

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Filipe Queirós @ 10:52

Liga Portuguesa
FC Porto vence Sp. Braga

bwin LIGA :: Jornada 20
Estádio do Dragão
Árbitro: Olegário Benqurença

FC Porto 1 - 0 Sp. Braga
Adriano (9')

No regresso de Jorge Costa ao Dragão, o FC Porto ultrapassou um dos mais difíceis adversários desta Liga com um golo apontado por Adriano ainda antes dos 10 minutos de jogo.

Para esta partida Jesualdo Ferreira lançou Adriano no lugar de Postiga, tal como já seria de esperar e colocou Fucile (excelente exibição) na esquerda da defesa em detrimento de Marek Cech. Já o Braga surgia algo desfalcado mas ainda assim com uma equipa capaz de discutir o resultado.
Entraram melhor na partida os dragões e aos 9' Adriano, que esteve com um pé no Braga durante a reabertura de mercado, isolado por Lucho, bateu Paulo Santos.
A partir do golo o jogo equilibrou, com o Sp. de Braga a subir no terreno e a começar a criar algumas situações de golo, numa dela é Hélton que com uma defesa fabulosa nega o golo a Zé Carlos. O FC Porto respondia em contra-ataque e o jogo passou, até ao intervalo, por uma fase em que o golo poderia surgir em qualquer das balizas.

A segunda metade começa praticamente com uma grande penalidade a favor dos azuis, por falta sobre Raúl Meireles. Chamado à conversão Lucho permitiu a defesa a Paulo Santos. E este é um momento chave para o desonrolar da partida. Se tivesse feito o golo o FC Porto provavelmente teria sentenciado a vitória, não o conseguindo, permitiu ao Braga ganhar mais confiança e motivação na procura do empate e por outro lado, a equipa do FC Porto quebrou a nível anímico.
Jorge Costa tudo fez para chegar pelo menos ao empate, lançando para o terreno Davide, Chemiest e Bruno Gama. Por sua vez, Jesualdo fez duas alterações forçadas por lesão de Bosingwa e dificuldades físicas de Lucho. Entraram Lucas, passando Fucile para a direita onde continuou com a sua boa exibição, e Ibson que foi muito importante para a luta de meio-campo que o FC Porto ia travando, conseguindo segurar melhor a bola e gerir os momentos de ataque da equipa.
Até ao final, muita luta e indecisão no resultado, com a defesa dos dragões chamada a muito trabalho mas impecável no controlo dos avançados bracarenses. Nota alta para Pepe e Bruno Alves que estiveram sempre muito seguros.

Vitória justa do FC Porto perante um Sp. de Braga que mostrou qualidade para discutir os lugares cimeiros da tabela. Agora os dragões vão começar a pensar na batalha de Stamford Bridge, na terça-feira, enquando que os arsenalistas se preocuparão com o confronto com o Tottenham na quinta.

Foto: Associated Press

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Filipe Queirós @ 10:18

sábado, fevereiro 24

Liga Portuguesa
Boavista e Belenenses vencem fora

bwin LIGA :: Jornada 19
Estádio Cidade de Coimbra
Árbitro: João Ferreira

Académica 0 - 2 Boavista
Grzelak (23'), Kazmierczak (43')

Na continuação da 19ª Jornada o Boavista deslocou-se a Coimbra onde venceu a Académica com dois golos "polacos"! Após uma série de seis empates a equipa de Jaime Pacheco venceu (o que aconteceu pela primeira vez fora do Bessa desde que Pacheco assumiu o comando dos axadrezados) a briosa que assim soma a quarta derrota consecutiva em casa.

O jogo ficou decidido logo na primeira metade com os boavisteiros a aproveitarem os erros defensivos dos da casa para marcarem por duas vezes antes do descanso. Na segunda metade bastou ao Boavista tentar controlar o resultado, sustendo o maior ímpeto ofensivo dos estudantes, que ainda conseguiram enviar duas bolas aos ferros da baliza de William. No entanto, o resultado manteve-se e o Boavista subiu ao 11º lugar, deixando a Académica em posição difícil na tabela, apenas um posto acima dos lugares de despromoção.

bwin LIGA :: Jornada 19
Estádio José Bento Pessoa
Árbitro: Carlos Duarte

Naval 2 - 3 Belenenses
Lito (37'), Gaúcho (50'); Nivaldo (1'), Dady (11'), Zé Pedro (71')

O Belenenses conseguiu uma vitória no terreno da Naval (que não ganha há cinco jogos, somando quatro derrotas consecutivas) e subiu, ainda que provisóriamente, ao sexto lugar da Liga.

A equipa visitante entrou a todo o gás e aos 11 minutos já vencia por dois golos sem resposta, aproveitando uma entrada desastrosa a nível defensivo por parte da Naval. Contudo a equipa da casa conseguiu reagir e relançar a discussão do encontro, ainda na primeira metade quando Lito reduziu a desvantagem. No reatamento os comandados de Mariano Barreto confirmaram a tendência que ficava no final dos primeiros 45 minutos, empatando logo aos cinco minutos da segunda metade.
Neste momento já se notava a inversão do domínio a favor da equipa da casa, com o Belenenses preocupado com a defesa do ponto que lhe restava, depois de ter perdido a vantagem de dois golos. No entanto, novo deslize da defensiva figueirense permitiu a
Zé Pedro facturar de novo, colocando o Belenenses de novo em vantagem, que desta vez já não perderia, redimindo-se da derrota caseira da última jornada e acentuando o período negro da Naval, que já desceu para a 10ª posição.

Foto: Sportugal

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Filipe Queirós @ 22:03

Liga Portuguesa
Surpresa em Alvalade

bwin LIGA :: Jornada 19
Estádio de Alvalade
Árbitro: Carlos Xistra

Sporting 0 - 0 D. Aves


No pontapé de saída da 19ª Jornada, o Sporting não foi além de um empate sem golos diante do último classificado da Liga Portuguesa, o Desportivo das Aves, somando agora dois jogos sem vencer, depois do empate no terreno do Paços de Ferreira.

Com uma primeira metade francamente má, os leões viram a equipa do Prof. Neca ter as melhores oportunidades, criando algumas dificuldades ao último reduto leonino.
Sem ideias no ataque e com processos de transição muito lentos Paulo Bento cedo alterou o esquema táctico da sua formaçãp, passando a jogar com três defesas, mas ainda assim sem grande sucesso. Pelo contrário, era o Desportivo das Aves que utilizava o espaço para aplicar o contra-ataque aproveitando a velocidade dos seus atacantes. E não fosse a precipitação e o nervosismo dos homens da Vila das Aves e por mais perigo ainda poderia ter passado a baliza de Ricardo.

Na etapa complementar o Sporting surgiu melhor, mais rápido e pressionante, obrigando o Aves a remeter-se mais à sua defensiva. Mas ainda assim apenas conseguiu criar uma oportunidade clara de golo, com um cabeceamento de Bueno para grande defesa de Nuno. Contudo durou pouco esta pressão e o Aves voltou a equilibrar o encontro, acertando as marcações na defesa e saindo mais vezes para o contra-ataque, ainda que de forma pouco esclarecida.

Nos minutos finais voltou a pressão dos da casa mas o Aves fechou-se bem na defesa, garantindo um importante ponto na luta pela manutenção e mais importante ainda um dose extra de motivação pelo feito conseguido. Um resultado que acaba por premiar a capacidade de luta dos comandados do Prof. Neca.
Por sua vez o Sporting voltou a escorregar após o empate em Paços de Ferreira. Para um candidato ao título empatar em casa com o último classificado tem que ser sempre um péssimo resultado. Os leões parecem atravessar um período menos bom, podendo deixando fugir a boa recuperação que conseguiram no reinício do campeonato.

Foto: Reuters

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Filipe Queirós @ 15:00